Chocolate – Ferramentas de Controle de Qualidade
O chocolate é um alimento constituído basicamente de cacau, açúcar e
manteiga de cacau. Apresentando textura sólida em temperatura ambiente, porém
quando submetido ao paladar funde-se a temperatura corporal 29 °C a 33 °C. O
chocolate está presente em praticamente todas as culturas sejam em forma de
barras, bombons, sobremesas elaboradas, bebidas e até alguns ousados pratos
salgados. Em geral a expectativa que se tem quando se degusta um bom chocolate
é que esteja sólido em suas mãos, mas que traga além do sabor característico a
suavidade e cremosidade desse alimento tão único.
O cacau é a
base do chocolate e contribui para textura, cor e sabor e, também, para a
redução de atividade de água,
aumentando a durabilidade. O chocolate puro é feito de matérias-primas-chave,
os grãos de cacau e o açúcar. Os principais ingredientes que entram na
composição do chocolate são os açúcares, manteiga de cacau, leite em pó, leite
condensado, cacau em pó, sorbitol, lecitina de soja, aromatizantes e edulcorantes,
estando às sensações de cremosidade, suavidade, maciez, crocância e dureza
diretamente ligadas a essa composição.
O controle e conhecimento
das propriedades reológicas bem como de outros parâmetros físico-químicos é
importante na avaliação da qualidade das matérias-primas, processamento, necessidade
de armazenamento, estabilidade e aplicação.
FERRAMENTAS DE CONTROLE
Por se tratar de um produto alimentício, onde a aceitação do consumidor
comanda a decisão de aquisição, nos chocolates, vários parâmetros devem ser
controlados, como viscosidade, textura, coloração e
fluidez de pós.
As propriedades reológicas
importantes para o chocolate são a viscosidade plástica e a tensão de
escoamento. A viscosidade é a medida da resistência do chocolate ao fluxo, por
exemplo, quando aplicado a moldes e durante o processamento. A tensão de escoamento
é a “força” necessária para iniciar o fluxo, como quando se decora um bolo.
A viscosidade do
chocolate é um dos parâmetros que requer maior atenção, pois está relacionado
ao “caráter” sensorial do chocolate, além de auxiliar nas adaptações possíveis
ainda na etapa produtiva para atingir as características sensoriais desejadas.
A NCA
(National
Confectioner Association) e CMA (Chocolate Manufacturers Association)
desenvolveram um método que permite a avaliação dos parâmetros como viscosidade
plástica e a tensão de escoamento. Esta padronização passou a possibilitar que
os fabricantes de chocolates e derivados avaliem os parâmetros de viscosidade
plástica e tensão de escoamento, obtendo-se melhor reprodutibilidade além de
padronização na análise.
Em conformidade com as
normas DIN e ISO, para avaliação dos parâmetros acima se utiliza o viscosímetro
ou reômetro Ametek Brookfield com banho termostático e dispositivo com
geometria de cilindros coaxiais que permite a realização do teste com variação
de taxas de cisalhamento, garantindo a termostatização e quantificando os
parâmetros Viscosidade Plástica e Tensão de Escoamento através do ajuste de
modelo matemático Casson, com auxílio dos softwares RheocalcT ou Rheo3000.
Propriedades físicas como crocância, mastigabilidade, coesividade,
dureza, espalhabilidade e fraturabilidade, podem ser avaliadas no chocolate ou
em seus derivados tais como barras, bombons, mousses, ovos e sorvetes, a partir
do uso do texturômetro CTX, da Ametek Brookfield, que foi desenvolvido com a
finalidade de simular ensaios mecânicos de tração e compressão, onde a
resistência do material em relação à força aplicada é medida por uma célula de
carga calibrada, e o resultado é exibido em gramas (g) ou Newtons (N). Estas
forças são obtidas em função das propriedades da amostra e dos parâmetros do
método. O produto final, proveniente das variações do tipo de chocolate ou de
sua composição, pode ser dessa forma avaliado quantitativamente.
Outra característica bastante importante é a cor, pois
a coloração final dos produtos desencadeia expectativas de paladar. A cor bem como o brilho são parâmetros primordiais de aceitação do
consumidor dentro da indústria alimentícia. Em chocolates, a cor é uma das
principais características para definição da qualidade, tendo se mostrado
decisiva na aceitação ou rejeição pelos consumidores, pois está diretamente
ligada as proporções de matérias-primas, como o cacau e a manteiga de cacau,
utilizados bem como referência. Às condições de armazenamento e validade,
servindo de auxilio a percepção do consumidor em relação aos atributos de
aparência sabendo que sua superfície pode ter variações de cor em condições
desfavoráveis, perdendo seu padrão e ficando acinzentada devido a cristalização
da manteiga e do cacau quando submetidas a altas temperaturas. O chocolate e seus
derivados podem ser avaliados através de ensaios de reflexão de luz e simulação
da visão humana (geometria 45°/0) em espectrofotômetros HunterLab.
O cacau bem como os
chocolates em pó podem ter suas características de fluidez e densidade aparente
avaliadas garantindo seu processamento, bem como a predição de coesão durante o
armazenamento e transporte. Os pós e grânulos
finos são analisados no PFT da Ametek Brookfield por meio de testes
pré-definidos que são automaticamente executados numa questão de minutos. Os
resultados podem ser usados para minimizar ou eliminar o tempo de inatividade e
gastos extras que ocorrem quando há falhas nos funis de descarga além de
permitir adequações e desenvolvimento de novas formulações.
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